Escrevo diretamente do aeroporto, profundamente transtornado com a falta de critério para o tal upgrade operacional.
O tal upgrade nada mais é que a forma de contornar o famoso, e antigo, problema do over booking. Sempre que vocês estiverem na sala de embarque e escutarem a funcionária da cia aérea chamando por alguns nomes, não pensem que os chamados são infelizes que estavam em uma lista de espera para um lugar no vôo, são, na verdade, sortudos que viajarão de classe executiva com o upgrade que acabaram de ganhar.
Qualquer um que saiba disso e que viaje bastante se perguntaria; como faço para entrar nessa lista de felizardos.
Eu fiz essa pergunta e fui informado que com meu cartão fidelidade vermelho, em um vôo cheio, desde que tenha deixado meu nome registrado para o tal upgrade operacional na hora do check-in, eu assim o receberia. Lindo? Nem um pouco.
Hoje estou indo para Miami, vôo completamente lotado, cheguei muito cedo ao aeroporto. Cedo o suficiente para me certificar, com confirmação do próprio funcionário que fez meu check-in, que meu nome era o primeiro da lista do upgrade operacional.
Estou sentado em frente ao portão de embarque e para minha surpresa o tal upgrade operacional acabou de ocorrer, pra outras três pessoas e não para mim. Quando fui conversar e pedir esclarecimento recebi a pífia resposta: "Eram clientes preferenciais", e depois: "Pode ser que sejam da executiva".
Mas como é possível existirem clientes mais preferenciais que os com cartão fidelidade vermelho? Seriam amigos de funcionários? Ou, para que clientes da classe executiva precisariam de upgrade para a própria classe executiva?
Deixando de lado a resposta da atendente despreparada, gostaria de entender o que esses sortudos têm, ou no que eles são melhores do que eu, ou qualquer outro cliente TAM na mesma situação.
E para piorar, o embarque já está mais de uma hora atrasado…
Tags: consumidor






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